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INFORMATIVO

BASF, Fazenda Condessa e Fundação Espaço ECO® lançam estudo sobre sustentabilidade na cadeia do arroz

A ferramenta AgBalanceTM avaliou os impactos sociais, econômicos e ambientais da produção do arroz irrigado da Fazenda Condessa, que utiliza o sistema Clearfield® da BASF, em comparação à produção do Estado do Rio Grande do Sul

A BASF, a Fundação Espaço ECO® (FEE®) e a Fazenda Condessa lançam hoje, em Pelotas (RS), os resultados obtidos com o estudo AgBalanceTM – ferramenta que avalia a socioecoeficiência na agricultura - na cadeia produtiva do arroz irrigado da Fazenda. Foram comparadas a safra 2004/2005 (da Fazenda e do Estado) versus a 2012/2013 (Fazenda e Estado) e utilizada como base a colheita de uma saca de arroz de 50 kg de arroz.

O estudo, desenvolvido pela multinacional alemã e aplicado pela FEE®, avaliou os impactos ambientais, econômicos e sociais da produção de arroz irrigado na fazenda Condessa, que se utiliza de boas práticas de manejo agrícola associados ao sistema Clearfield® (tecnologia BASF), quando comparado à média de produção de arroz irrigado no Rio Grande do Sul.

Principais Resultados

Levando em conta os três pilares da sustentabilidade (econômico, social e ambiental), o estudo trouxe resultados que evidenciam as conquistas da associação das boas práticas da Fazenda Condessa com o Sistema Clearfield®, da BASF.

Do ponto de vista econômico, avaliou-se que o custo de produção e produtividade, considerando o Sistema Clearfield® Condessa tem custo 15% menor e uma produtividade 6% maior comparado a média do RS na safra 2012/13.

Já sob a ótica do pilar ambiental, a avaliação do consumo de energia identificou que o Sistema Clearfield® e Condessa consome 14% menos energia (em todo ciclo de vida) comparado a média do RS na safra 2012/13. A economia de energia na irrigação (dentro da fazenda) é de 6% comparada ao consumo das fazendas do Estado. Em relação ao consumo de água o Sistema Clearfield® e Condessa consome 6% menos água (em todo ciclo de vida) se comparado a média do Estado na safra 2012/13. A economia de água na irrigação (dentro da fazenda) é de 16% comparado ao bombeado nas fazendas do Estado. A redução potencial do consumo de água equivale a dois anos de abastecimento da cidade de Porto Alegre. Já quando se avalia a emissão de gases de efeito estufa, o mesmo modelo emite 13% menos gases de efeito estufa (em todo ciclo de vida) se comparado a média do Estado do RS na safra 2012/13. Este fato deve-se ao modelo de plantio adotado na fazenda: Cultivo mínimo. Quando a área do arroz é alagada, o impacto de degradação da matéria orgânica é menor que em outros modelos convencionais. Por fim, o modelo consome 7% menos área (em todo ciclo de vida) comparado a média do Estado RS na safra 2012/13 ao avaliar-se o uso da terra.

Ao avaliar o pilar social, a Condessa apresentou desempenho superior à média do Estado do Rio Grande do Sul. Com relação ao número de acidentes de trabalho, por exemplo, a Fazenda está há oito anos sem registro de acidentes. Considerando toda a pré cadeia, o número de acidentes foi 95% menor na safra 12/13. Além disso, a fazenda apresentou salários e remunerações 20% superior para seus funcionários, quando comparada à média do estado no mesmo período.

Conclusões

O estudo concluiu que a associação dos Sistemas Clearfield® e Condessa de produção são mais sustentáveis se comparado à média histórica do Rio Grande do Sul. “O uso correto da tecnologia, associada a outras boas práticas agrícolas da fazenda, foram importantes para esse desempenho e podem ser disseminas para outras propriedades, o que trará benefícios a toda cadeia orizícola”, avalia Roberto Araújo, diretor-presidente da Fundação Espaço ECO®.

Por meio da ferramenta AgBalanceTM ainda foi possível traçar cenários hipotéticos, considerando os benefícios ambientais gerados caso todo o Rio Grande do Sul tivesse a mesma eficiência da Fazenda Condessa.

Em relação à água, o volume economizado em todo o estado alcançaria 412 bilhões de litros, quantia equivalente ao consumo da cidade de Porto Alegre ao longo de dois anos. No quesito Uso da Terra, os produtores gaúchos usariam 60 mil hectares a menos do que atualmente. Já no consumo de energia, a estimativa de redução ficaria em torno de 990 milhões de kWh (o que corresponde ao uso de 330 mil residências em um ano).

De acordo com Geraldo Condessa Azevedo, proprietário da Fazenda Condessa, os resultados serão importantes para a tomada de decisões na propriedade: “O estudo colocou luz em boas práticas que já utilizávamos e contribuíam para nossos resultados em termos de produtividade, mas que agora foram comprovados. Estamos no caminho certo, e conseguimos demonstrar cientificamente que investir em processos de gestão, qualidade de vida dos nosso funcionários e respeito ao meio ambiente pode ser muito produtivo”, afirma Geraldo.

Sistema Clearfield®

O Sistema Clearfield® é baseado no uso de sementes tolerantes a herbicidas da BASF no combate ao arroz vermelho, a planta daninha que mais gera prejuízos econômicos à cadeia orizícola, além de interferir na produtividade e na lucratividade das lavouras. “Clearfield® mudou o cenário da produção de arroz no Rio Grande Sul, quando o arroz vermelho praticamente havia dizimado a cultura. Nossa ideia com o resultado do estudo é disseminar outros benefícios sustentáveis da tecnologia, além das fitossanitárias, incluindo as sociais, econômicas e ambientais”, afirma Clairton Lima Silva, diretor de Vendas para o Negócio Sul da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF. Para que se tenha uma ideia da importância da tecnologia para a cultura, 57% dos agricultores de arroz do RS utilizaram o Sistema Clearfield na safra 12/13, de acordo com dados do Instituto Rio Grandense de Arroz Irrigado (IRGA). Vale lembrar que o Estado adota parcialmente o uso do sistema Clearfield®.

Para o estudo, a Fazenda Condessa forneceu dados primários, divididos por etapa de produção. Já os dados utilizados de produção do Rio Grande do Sul (dados primários) foram levantados em fontes oficiais e reconhecidas pelo setor, como Compania Nacional de Abastecimento - CONAB, IRGA, Agrianual - FNP, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, e EMBRAPA.

Sobre o AgBalance™

O AgBalance™ é uma ferramenta desenvolvida pela área de sustentabilidade da BASF na Alemanha para avaliar a sustentabilidade ao longo do ciclo de vida de produtos agrícolas e é aplicada pela Fundação Espaço ECO na América Latina. Por se tratar de uma ferramenta de gestão da sustentabilidade, leva em consideração os aspectos ambientais, sociais e econômicos, desde a extração das matérias-primas, passando pelas etapas de manufatura e uso dos produtos finais, culminando com os diferentes destinos pós-uso do produto avaliado.

O objetivo da BASF com a ferramenta é auxiliar seus diversos públicos, incluindo clientes e representantes de todos os elos das cadeias produtivas do setor agro, a identificarem os pontos de melhoria e as potencialidades em processos de produção. “AgBalance permite mensurarmos o progresso da produção agrícola de forma completa, o que corrobora para a construção de mentalidade de sustentabilidade em todos os elos da cadeia agrícola“, rassalta Roberto Araújo, diretor-presidente da Fundação Espaço ECO.

Sobre a BASF

Na BASF nós transformamos a química – e estamos fazendo isso há 150 anos. Nosso portifólio de produtos oferece desde químicos, plásticos, produtos de performance e para proteção de cultivos, até petróleo e gás. Como empresa química líder mundial, nós combinamos o sucesso econômico, responsabilidade social e proteção ambiental. Por meio da ciência e da inovação, nós possibilitamos aos nossos clientes de todas as indústrias atender às atuais e futuras necessidades da sociedade. Nossos produtos e soluções contribuem para a preservação dos recursos, assegurando nutrição saudável e melhoria da qualidade de vida. Nós resumimos essa contribuição em nossa proposição corporativa: “We create chemistry for a sustainable future” – Nós transformamos a química para um futuro sustentável. A BASF contabilizou vendas de mais de €74 bilhões em 2014 e contava com mais de 113 mil colaboradores no final do ano. As ações da BASF são negociadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (AN).

Sobre a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF

Com vendas de mais de €5.4 bilhões em 2014, a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF oferece soluções inovadoras em proteção de cultivos, tratamento de sementes e controle biológico, bem como inovações no gerenciamento de nutrientes e saúde da planta. Seu portfólio inclui também produtos para gramado e plantas ornamentais, controle de pragas e saúde pública. A Divisão de Proteção de Cultivos da BASF é uma líder inovadora e aliada dos agricultores na proteção e melhoria de produtividade das culturas, o que lhes permite produzir alimento de alta qualidade de forma mais eficiente. Ao oferecer novas tecnologias e conhecimento, a Divisão de Proteção de Cultivos da BASF apoia os produtores a construírem uma vida melhor para si mesmos, suas famílias e comunidades.

Sobre a Fundação Espaço ECO®

Inaugurada em 2005, a Fundação Espaço ECO® foi instituída pela BASF – We create chemistry – com o apoio da GIZ, agência de cooperação técnica internacional do governo alemão. Ela está situada em São Bernardo do Campo/SP em uma área de aproximadamente 300 mil m² considerada Reserva da Biosfera do Cinturão Verde do Estado de São Paulo pela UNESCO. A Fundação Espaço ECO® é um Centro de Excelência em Sustentabilidade Aplicada com a missão de promover o desenvolvimento sustentável no ambiente empresarial e na sociedade, transferindo conhecimento e tecnologia, especialmente pela aplicação de soluções em socioecoeficiência e educação para a sustentabilidade, focando os aspectos sociais, ambientais e econômicos. 

Sobre a Fazenda Condessa

Inicialmente denominada Granja da Canoa, passou a ser cultivada por Breno Terra de Azevedo em 1963. Em 1998, Geraldo Condessa Azevedo começou a participar da administração do negócio. Negócio esse baseado no cultivo de arroz irrigado e pecuária. Desde o lançamento do Clearfield®, em 2003, a propriedade já usava a tecnologia, sendo inclusive, uma das primeiras do Litoral Norte do Rio Grande do Sul a ser cultivada com a mesma. No ano posterior, em 2004, Geraldo Condessa Azevedo iniciou o cultivo e beneficiamento de sementes de arroz, então denominada Sementes Condessa. Em 2013, a propriedade entrou no mercado de sementes de soja com cultivares adaptadas ao ambiente de cultivo de arroz. Na última década a propriedade foi contemplada com premiações do setor arrozeiro, entre elas: Produtor Nota 10 pelo IRGA, em 2008; e Destaque Produtor de Arroz pelo Jornal O Sul, em 2012. Ao longo dos anos, a propriedade vem crescendo em área plantada, produtividade e comercialização de sementes. Crescimento esse alicerçado em mensuração e gestão dos custos de produção, aporte de tecnologias e otimização do uso de insumos e recursos naturais.

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